sábado, 26 de dezembro de 2009

Ano Novo de Novo


Esse ano eu quero mais, muito mais!
Eu quero mais seriedade, mais serenidade, eu quero mais amizades (Sinceras), quero mais amor, quero mais família.
Esse ano eu quero mais, muito mais!
Quero mais felicidade, mais simplicidade, quero mais chamego, quero mais perto aqueles que amo de verdade, quero muito mais e o que quero de menos quero também.
Quero menos falsidade e tristes rostos, quero menos ciências exatas e números, quero menos sofrimento e dor de cabeça, quero menos solidão e chuva.
Quero também cometer menos erros, quero acertar no alvo, quero sorriso dos que amo e por algum motivo estão longe, quero encontrar a cada dia o equilíbrio de mim mesmo quem sou com quem pareço ser e que se tornem realmente a mesma pessoa.
Quero mais gritos pelos times de coração Corinthians e Remo, quero mais saúde pra mim e pra todos que passaram, estão e passarão em minha vida, quero mais poesia e livros, quero mais piadas e motivos pra viver feliz, quero poder valorar as coisas necessárias em minha vida, quero paz por onde ando, a cada esquina, quero mais musicas lindas, de preferências as do Humberto Gessinger, quero mais da vida de verdade, mais verdade e verdade, quero entrar em acordo com o coração, aos que amo desejo tudo de bom, tudo mesmo.
E aos meus inimigos, desejo tudo isso em dobro e que Deus os iluminem sempre.
Quero sempre estar pero de Deus e que ele esteja sempre perto dos que gosto também.
São meus super sinceros votos para o ano de 2010 e todos os que virão.

Paulo Paraense Corrêa

domingo, 13 de dezembro de 2009

Escuro


" Folhas sobre telas vazias, folhas intocadas de argila
Estavam espalhadas diante de mim como um dia ela esteve
Os cinco horizontes girando ao redor de sua alma Como a terra ao redor do sol
Agora o ar que eu provei e respirei teve uma mudança, e o que eu tentei ensiar a ela era tudo

Eu sei que ela me deu tudo que ela podia
E agora minhas mãos cortadas impacientam-se sob o céu
O que era tudo?
Todas as pinturas estão sendo lavadas em preto, tatuando tudo...
Eu dou um passeio lá fora
Eu sou cercado por algumas crianças que brincam
Eu posso sentir suas risadas, então por que eu me entristeço?

Oh, e giram pensamentos e círculos ao redor da minha cabeça
Eu estou girando, eu estou girando
tão rápido quanto um pôr-de-sol
E agora minhas mãos machucadas embalam vidros quebrados
O que era tudo?
Todas as pinturas estão sendo lavadas em preto, tatuando tudo...
Todo amor virou mal e levou meu mundo pro escuro
Tatuando tudo que eu vejo, tudo que eu sou, tudo que eu poderia ser... yeah...

Eu sei que um dia você terá uma vida maravilhosa, eu sei que você será uma estrela
No céu de outro alguém irá brilhar
Mas Por quê? Por que não poderia, por que não poderia ser no meu?"

(Pearl Jam - Black)

sábado, 12 de dezembro de 2009

Ajudar


Na última sexta-feira (11/12), tive uma das lições mais importantes da minha vida que me fez perceber quem sou e como convivo com o mundo em volta de mim.
Tinha uns afazeres para realizar, tive que ir à Santa casa para pegar uns documentos de meu sobrinho pela manhã, então eu pensei em ir de lá da maternidade para o cursinho, já que tudo é no centro e tudo é perto, então fui, sai de casa arrumado pra ir à aula depois de tudo isso, peguei toda a documentação dele e decidi partir pro cursinho, e pensei de novo “Tudo é no centro e tudo é perto, é só seguir as placas”. Fui seguindo as placas, andando por ruas que eu não conheço a não ser de nome, comecei a andar e andar e quando percebi estava em um local que eu nem conhecia, só sabia que era centro, andei quase 20 minutos só querendo encontrar um caminho certo.
Depois de tanto tempo andando eu dobrei a esquina e adivinha o que eu avistei? A santa casa novamente!
Nossa, fiquei irritadíssimo comigo mesmo, “idiota, pateta, otário...”
Custava perguntar a alguém? Tantas pessoas na rua que conheciam o lugar e eu preferi seguir meu próprio senso de direção e fiquei sabendo que ele é péssimo e enganador, a minha vontade de fazer tudo só, me meteu nessa burrada, pensando que eu podia tudo sem precisar de ninguém.
Parei em frente a uma parada de ônibus, e perguntei a uma senhora que não tinha menos que 60 anos e ela me disse que pra eu chegar onde eu queria bastava eu pegar qualquer condução da linha vermelha, disse obrigado e esperei, e logo então veio o ônibus e quando subi eu perguntei ao motorista se ele passava perto do Impacto e ele disse que passava na frente, e depois de 6 minutos eu desci em frente à unidade que estudo, precisava tanto esforço?
Era só contar com os outros que chegaria logo em meu destino.
Ai então eu percebi algo muito valioso a partir da patetice que acontecera comigo. Tudo mundo precisa de todo mundo, precisamos ajudar uns aos outros e também a aprender a pedir ajuda, minha arrogância me fez seguir com as próprias pernas, eu andei e andei e quando vi tinha voltado ao meu ponto de partida, sem progresso nenhum, andei em círculos.
Precisamos sempre dos que das pessoas que estão perto de nós, e dos que estão longe também, ninguém consegue andar com as próprias pernas sem alguém que possa nos guiar, nos indicar uma direção. Se no mundo há quase Seis bilhões de habitantes e justamente pra isso, para aprendermos a conviver uns com os outros, independente das diferenças que temos, caso contrário, existiriam seis bilhões de mundos, cada um eles habitados por uma só pessoa.
Andei ao léu e praticamente me perdi em minha própria cidade, mas e daí? Se perder na própria cidade não é nada se na maioria das vezes nos perdemos em nós mesmos, às vezes o que dizemos e fazemos saem do nosso controle e ficarmos perdidos em meio aos nossos atos, em meio ao vão. Essa sem dúvida foi uma das melhores lições que vivi, a partir Dela, comecei a perceber o valor das pessoas em minha vida e o meu valor também desde estranhos que nos indicam ruas, até amigos que nos indicam um caminho para vida toda, de mãos dadas uns com os outros podemos construir um mundo melhor. Espero que quem esteja lendo esta postagem perceba também o quão valioso somos, dê a mão aos que precisarem e se precisar estenda a mão pra pedir ajuda.

(Paulo Paraense Corr
êa)